Quem sou eu

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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Nasci no Sitio Cipoal, do município de Mulungu, região de Caatinga, também conhecida como Cerrado, interior da Paraíba a nordeste do Brasil. Nasci de uma família de muitos Severinos: tios, primos e conterrâneos, em 26 de fevereiro de 1963. Sou Poeta, Escritor infanto-juvenil, Cordelista Palestrante e Glosador. A minha poesia não é uma escolha. Ela é uma necessidade pessoal, emocional e social. Acredito que ninguém faz História sem uma dose pessoal de sacrificio e, por assim entender, com humildade, busco trilhar uma longa e promissora caminhada pelo mundo da Literatura Popular. Me vejo como amante e consumidor da natureza e da arte! Agente social e por isso articulador para a convergência da resolução das questões sociais. Sou pai de dois maravilhosos filhos: Francisco José e Fabiano. Sou grato a Deus por todas as pessoas que passaram pela minha vida deixando suas marcas. Sou reconhecedor dos benefícios das pessoas que permanecem comigo, apontando caminhos ou sinalizando os desvios necessários para o nosso engrandecimento; estando entre estas pessoas, os meus pais: Manoel Honorato e Maria Luzia. Ele de descendência italiana e ela, com um pé na Africa.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A Arte e o Jeito de Ser da Cultura Popular

A Arte e o Jeito de Ser da Cultura Popular

    Habituamos-nos a usar o termo Cultura Popular, de certa forma, erroneamente, eu diria. Como assim? Você poderia perguntar! Porque Cultura é Cultura e, assim sendo, é composta por uma serie de fatores... a menos que falemos apenas e especificamente de uma de suas muitas faces ou modalidade. Mesmo assim, não há como e nem porque fugir a regra. Talvez seja o caso desse texto, onde quero justificar três faces da Literatura de Cordel:

    Nosso Cordel é Folclore,

    Precisa ser preservado;

    Nosso Cordel é Cultura,

    Deve ser priorizado;

    Nosso Cordel é Linguagem,

    Almeja ser ensinado!

    O Cordel é Folclore a partir do que identificamos como elemento de identidade cultural de um país, de uma região ou apenas de uma comunidade menor, territorialmente falando; desde que, por suas qualidades, possamos transpor muros em direção ao alcance de momentos de regozijo para a população detentora de tal conhecimento, bem como sua capacidade em transmitir saberes, independentes dos livros ou das formalidades da escrita.

    Como exemplo da oralidade, principio do Folclore, cito dois versos (Os filhos dos homens em berço dourado/E tu, meu menino, em palhas deitado) da canção Senhora Santana, interpretada pela cantora e musicista paraibana, radicada em São Paulo, Socorro Lira, em seu CD, A Linha e o Ponto. Estes dois versos, segundo as informações contidas na capa, estão no livro “Cancioneiro do Norte” do também paraibano Rodrigues de Carvalho, em edição de 1903. Serve o texto, apenas para dizer da distancia no tempo em que se cantam as condições de vida dos povos.

    O Cordel é Linguagem quando utiliza das diversas formas de comunicar e facilitar o acúmulo do conhecimento humano sobre as razões de suas próprias capacidades. Nesse caso, pela veia literária e musical de poetas do quilate do pernambucano de Araripina, Cacá Lopes, também radicado em São Paulo, quando este produz um texto de muita qualidade e singularidade intitulado “O Cordel do Trava Língua” ou com o mesmo talento canta Caca, em que o refrão diz “O que é que Cacá quer/Cacá quer caqui/Que caqui que Cacá quer/Cacá quer qualquer caqui”. Isso mostra que a linguagem é feita também de desafios, pois os trava-línguas, nada são mais que desafios.

    Outro dia, por exemplo, em sala de aula, ministrando oficinas em escolas publicas da cidade do Rio de Janeiro, usei um trava língua de minha autoria, que fez sucesso “É claro que o cloro clareia, Clara!” depois, logo em seguida, eu trocava “É claro que o cloro clareia cara!”

    Juntos, em continuação da aula, na E. M. Vivaldo Ramos de Vasconcelos, no bairro de Paciência, construímos uma sextilha e cantamos, fazendo os gestos com as mãos que combinavam com o texto:

    O Cordel pegou a corda

    E fez o mundo girar...

    O Cordel correu o mundo

    E foi no Brasil parar!

    Gira Cordel, gira Cordel,

    Gira e vem me abraçar!

    O objetivo foi imaginar que podíamos estar fora do Brasil ou até mesmo que não seriamos brasileiros e que havíamos sidos descobertos pelo Cordel.

    Mas, na verdade, para que serve o trava língua? Exatamente para destravar a língua! Eu costumo recomendar o exercício do trava língua para crianças e adultos que fazem aulas de inglês, por exemplo.

    Ainda como linguagens, além do texto, os Cordéis, impreterivelmente trazem as Xilogravuras, produzidas por especialistas, que até algum tempo atrás, muitos deles desconheciam ser arte o oficio da produção.

    O Cordel é Cultura quando juntamos: comidas, musicas, adivinhações, trovas, ritmos, danças, tipos humanos, lendas, crenças, saberes enfim, num só tabuleiro, que não é da baiana, mas do Nordeste em especial. Foi de lá, que chegado do velho continente, grandes Vates nordestinos como Leandro Gomes de Barros e Patativa do Assaré, se apropriaram do termo e fizeram ressoar seus nomes e talentos. E, por falar em juntar tudo num só tabuleiro, bonito mesmo fez o Poeta e Cordelista cearense, Gonçalo Ferreira, ao reunir pessoas apaixonadas pela Literatura de Cordel, em esforço sobre humano e fundar em 1988, a Academia Brasileira de Literatura de Cordel – ABLC, que para justificar o feito escreveu: "A Academia Brasileira de Literatura de Cordel é o céu da Literatura - a casa da Poesia".

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Apenas uma estrofe

Quando abro minha boca
Desta jaz Literatura
Historia cantada em versos
Em sonhos de alma louca
Iluminados processos
Poemas com formosura!

quarta-feira, 24 de março de 2010

O Cordel em Defesa da Vida

Hoje eu tenho o prazer imensuravel de apresentar neste humilde blog, o monumental poeta Cordelista, paraibano Manoel Monteiro, membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Como disse no titulo, vou tratar de um assunto que muito nos interessa: a vida e nossas ações em defesa desta! Com o titulo de "O Planeta Água - está pedindo socorro", ele descreve ações do dia a dia que qualquer de nós precisa para seguir até o fim dos dias sobre esta terra, solo em que nascemos e sobre o qual caminhamos. O mestre Monteiro começa nos questionando, de forma simples em texto racional, em estrofes de setilha:

"Você sabia que é/
Preciso economizar/
Água doce de beber/
Porque senão vai faltar?/
E que é muito provavel/
Que água doce e potavel/
Em breve possa acabar?
"

São 46 estrofes de pura sabedoria popular confirmadas por estudos tecnicos recentes e antigos. Esses estudos, dia após dia, comprovam a necessidade de se respeitar os limites que deixam escapar aos nossos ouvidos a mãe natureza. Por conta desta conta, que toda pessoa de bom senso, sabe que havemos de pagar, eu resolvi ilustrar com as estrofes 5 e 6 (cinco e seis), onde o ocupante de uma das cadeiras da ABLC diz:

"Água nunca foi nem é/
Um recurso renovavel/
Por isso não desperdice/
Nossa doce agua potavel/
O H2O bem composto/
Não tem gosto, mas seu gosto/
Tem sabor inimitavel".

É possivel que alguém/
Vendo a imensidão do mar/
Ache que tem tanta água/
Que pode desperdiçar,/
Mas isso não é verdade/
Preste atenção, por bondade,/
No numero que vou lhe dar."

Ao longo da semana eu vou aumentar o seu poder de fogo em defesa do palenta Água com as palavras do Cordelista Manoel Monteiro.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Serie sobre Cordel

Quero dizer aos amigos e amigas, visitantes deste blog, que a partir desta semana, como pesquisa e divulgação sobre Cordeis e Cordelistas, postarei estudos e opiniões sobre a arte de escrever, quem produz, quem consome e outras curiosidades.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Festival Cultural Fala Favela

Estas imagens revelam um pouco do muito que foi o Curso de Agente Cultural Popular na Universidade Federal Fluminense - UFF em 2009. Estas fotos são do dia 19 de novembro, por ocasião do encerramento. A entrega dos Certificados e a mesa de debate. Amigos do Coletivo. Promessa de continuidade das relações culturais.













domingo, 8 de novembro de 2009

Visita

O poeta esteve aqui
Disse-me que viu sorrir
Meus olhos em suas
mãos,
Como mente este
poeta
Com suas lentes
discretas
Perdeu a sua razão;
Pois ele viu verter
lágrimas
Dos músculos do coração!

sábado, 8 de agosto de 2009

A Pastoral que Faz Acontecer


As nossas ações surgem de momentos iguais a estes: - encontros e debates. Nossas conclusões serão publicadas posterior. Nossa reunião em 08 de agosto, com a presença da liberada nacional Cristina Souza e de Eduardo Paludete. Conceição do colegiado e Gabriela Fey, esposa do falecido Paulo Fey, vinda da Alemanha e os nossos companheiros de Duque de Caxias: Sebastião, Dionézio e Luis Carlos. Do Rio-capital: eu, Severino, Ana Maria e Iracilda. De Nova Iguaçu: pe. Agostinho Pretto, Flavio e pe. Geraldo Lima. Meire do Secretariado nacional do Movimento Fé e Política.